Patrimonialismo e tolerância à corrupção brasileira

Percepção da comunidade acadêmica do Centro Universitário Una

Esta pesquisa aborda o tema da corrupção brasileira no período republicano: sua origem, conceito, percepções e tolerâncias do cidadão comum com suas práticas e as diferentes interpretações acadêmicas de como e por que o fenômeno é construído e mantido no Brasil. O nosso marco teórico são as obras de Raimundo Faoro (20120 e Sérgio Buarque de Holanda (2014), que remetem a tradição patrimonialista, abordando o fenômeno da corrupção como resultado da indistinção das esferas pública e privada nas práticas cotidianas do brasileiro. Além disso, propõe-se desenvolver uma pesquisa empírica realizada com a comunidade do Centro Universitário UNA, baseada em um pesquisa sobre a corrupção.

A metodologia adotada será a pesquisa bibliográfica, procurando entender a corrupção como é discursivamente construída; a pesquisa jurisprudencial, abordando, sobretudo, os casos envolvidos na Operação Lava Jato; e empírica, observando como a mídia e redes sociais influenciam na construção das representações sobre a corrupção. São resultados e impactos esperados da pesquisa a explicação dos condicionantes que moldam o “jeito peculiar” do brasileiro tratar a corrupção e tornam imprecisos os limites entre o público e o privado nas inter-relações sociais e políticas, como também a percepção da corrupção e de suas práticas determinadas pelas divulgações midiáticas tendenciosas e pelas espoliações de determinados conteúdos acadêmicos nos currículos escolares, impedindo o desenvolvimento do senso crítico e a denúncia dessas práticas
3 como anti-éticas e anti-democráticas.

ORIENTADOR (A): Anna Flávia Arruda Lanna Barreto