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Hortas comunitárias em áreas remanescentes de remoção

O projeto de pesquisa cuja implementação iniciou-se em 2017 – Participação das famílias de baixa renda na implementação de hortas comunitárias, sob gestão coletiva – demonstrou a dificuldade de constituição de um grupo coeso que assumisse a gestão da horta comunitária com base nos objetivos e princípios da gestão social e da agroecologia.
Portanto, esse projeto em submissão propõe a continuidade do anterior, por meio da ampliação de sua ação, ao incorporar um plano de intervenções encaminhado no âmbito de projeto de extensão homônimo, já aprovado pelo Una. O OE3 do projeto de 2017 foi iniciado por meio da mobilização de moradores identificados como interessados e envolvidos edificação das hortas comunitárias nas duas comunidades.

Foram criadas as redes de colaboração e trocas, entretanto, ainda, com caráter ainda muito incipiente e intermitente, ou seja, envolvida com os primeiros passos para a constituição de uma horta efetivamente comunitária, mas com uma frequência de participação variável dos moradores das duas comunidades. O apoio da equipe do Projeto foi intenso e permanente ao longo do processo.

O objetivo geral do projeto atual é observar e apoiar a formação de um grupo gestor composto por famílias, moradoras de uma comunidade de baixa renda em Belo Horizonte, para a implementação de um processo participativo e autogestionário de edificação de hortas comunitárias, mediante uma técnica ambientalmente sustentável, sob gestão solidária da produção e do consumo.

A metodologia para a implementação do projeto envolve a pesquisa-ação participativa, que proporcionará a realização de intervenções submetidas a processos de observação e análise, assim como de monitoramento, por meio de grupos focais. Espera-se que esse projeto contribua para a formação de um grupo gestor autogestionário solidário e autônomo, que o registro da experiência de edificação da horta na comunidade, e sua divulgação, incentive outras comunidades à aderirem à prática de formação de hortas comunitárias e, ainda, que todos os participantes desenvolvam ou ampliem a sua percepção para processos sociais que promovam a emancipação social.

ORIENTADOR (A): Ediméia Maria Ribeiro de Mello